Talvez a dose colocada tenha sido demais Ou ainda, a bebida não seja a que mais aprecia Bom seria se explanasse o que realmente lhe agrada Isso porque não tenho como decifrar, assim, tão cedo As possibilidades são amplas Os efeitos são variados E assim como eu, você também pode embarcar Lançar-se nesse turbilhão de certas incertezas Penso que a firmeza do entrelaçamento dos dedos nos ajude Ao menos garanta uma confiança superficial Que pode já ser suficiente... Ou não Mas é aí que me sobressaiu Dando alguns passos sem ter a nítida visão do que está à frente Digamos que deixo meu instinto me conduzir Estando plenamente consciente do risco que posso correr Riscos, quem não corre não vive!
Medo, todos nós temos! (Dizer o contrário é pura ilusão) E a dor que sentimos no peito é consequência.
Algumas coisas são melhores quando acontecem naturalmente. Assim, só o que nos resta é esperar; Clichê ou não, “viver cada dia de cada vez”.
Maravilhoso seria se tudo o que nos angustiasse fosse simples de se resolver. Porém, se simples fosse, angustia não haveria, certo?! (A vida é assim; assim é a vida)
Basicamente tudo o que fazemos produz reflexos; Repercute de alguma forma. Saibamos, portanto, o que fazemos. Senão, ao menos tentemos remediar o que fora prejudicial.
Em tese, com o passar dos anos adquirimos mais experiência, Tornamo-nos mais maduros e, consequentemente, Pisamos mais firmes na longa caminhada...
Isso implica dizer que a cada minuto que passa, Somos pessoas diferentes (E que bom que é assim!).
O que fica é a essência, O traço fundamental da pessoa, A sua natureza mais íntima, Aquela que nem sempre é perceptível “a olho nu”.
Diante deste pensamento, Estou inclinado a defender mais e mais que, Independente das mudanças que aconteçam, O fundamental é priorizar as que agregam; As que nos tornam efetivamente melhores, Retroalimentando-as para que sejam de fato parte de nossa própria carne.
Não tenho as respostas que deseja ouvir Muito menos as explicações para algumas das minhas atitudes E por isso entendo que me ache “louco” (Mas quem não é hoje em dia?)
Talvez eu me esconda nessa minha loucura Pelo simples receio de me mostrar E isso talvez complique ainda mais O entendimento que possa ter sobre mim
Sou assim... Meio lá do que cá, ora aqui ora acolá Tento manter os pés no chão Ao mesmo tempo em que no céu tento tocar
Jamais condenaria sua postura diante dos meus erros Entendo considerando-a um reflexo do meu próprio eu Pois suas dúvidas são as minhas E seus achados são os meus
Entenda apenas que não faço por mal Não é intencional, premeditado Avalie como... uma casualidade inconsequente Descuidosa, imatura
Sendo assim, se estiver com dúvida entre o sim e o não Sugiro que escolha o não, se achar que em nada dará Ao mesmo tempo em que sugiro o sim Se decidir realmente arriscar
Ainda ontem assistia um especial sobre o grande mestre Gilberto Gil. “Preto Gil”, para os mais íntimos (rsrs - quisera eu!). O programa (Arquivo N) explorou um pouco da trajetória reluzente desse artista que representa bem a nossa mais pura música popular brasileira. Se já era fã do cara, fiquei mais ainda.
No auge dos seus 70 anos, a jovialidade parece ser inversamente proporcional aos anos que completa. Recentemente conferi tal energia ao vivo, em show aberto, de baixo de chuva, junto a um público peculiar, na Praça Cem Reis, João Pessoa/PB. Um espetáculo! Com influências das raízes nordestinas somadas as sonoridades de João Gilberto, Gonzagão, Caymmi, Bob Marley, Gil se apresenta de forma categórica, no melhor estilo “Mick Jagger afro”. Tudo isso temperado com a essência ardida da Bahia. O resultado? Um artista sólido, pulsante, criativo, profético.
Até aqui não falei nenhuma novidade. Por isso, deixe-me dizer o que mais me chamou a atenção nesse pequeno “documentário”. Trata-se do depoimento de sua amada, Flora. Ela, com uma simplicidade sem igual, falou do amado de forma serena, pura e bastante verdadeira, resumindo em uma frase o que Gil é para ela: “Eu sou a pessoa mais suspeita pra falar, pois eu amo o Gil... e o amor é tudo; então pra mim ele é a pessoa ideal”.
Tais palavras evidenciam um Gil que todos nós parecemos já conhecer. Isso porque, seja num show, numa entrevista, até mesmo num palanque falando de política, Gil é Gil, sem muito “gueri-gueri”, floreios, papo enfeitando... Muito pelo contrario, ele viaja na subjetividade que acredita, defende, vivenciou e vivencia a cada dia que passa. Sua história está aí para quem quiser ver, admirar, contestar, mas acima de tudo, aprender. Aprender sobre um artista nosso, da terra, fruto da cultura miscigenada tipicamente brasileira.
Gilberto Gil é, para mim, um ícone palpável, alguém que poderia muito bem ser meu vizinho, o camarada na fila do pão, meu parceiro numa cervejinha gelada, um colega de faculdade, um amigo...
Bom, vou parar aqui com a “rasgação” apresentando o programa em si, que acabei achando enquanto lia sobre “o cara”. É só clicar: