segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Medo, Todos Nós Temos!


Medo, todos nós temos!
(Dizer o contrário é pura ilusão)
E a dor que sentimos no peito é consequência.

Algumas coisas são melhores quando acontecem naturalmente.

Assim, só o que nos resta é esperar;
Clichê ou não, “viver cada dia de cada vez”.

Maravilhoso seria se tudo o que nos angustiasse fosse simples de se resolver.
Porém, se simples fosse, angustia não haveria, certo?!
(A vida é assim; assim é a vida)

Basicamente tudo o que fazemos produz reflexos;
Repercute de alguma forma.
Saibamos, portanto, o que fazemos.
Senão, ao menos tentemos remediar o que fora prejudicial.

Em tese, com o passar dos anos adquirimos mais experiência,
Tornamo-nos mais maduros e, consequentemente,
Pisamos mais firmes na longa caminhada...

Isso implica dizer que a cada minuto que passa,
Somos pessoas diferentes
(E que bom que é assim!).

O que fica é a essência,
O traço fundamental da pessoa,
A sua natureza mais íntima,
Aquela que nem sempre é perceptível “a olho nu”.

Diante deste pensamento,
Estou inclinado a defender mais e mais que,
Independente das mudanças que aconteçam,
O fundamental é priorizar as que agregam;
As que nos tornam efetivamente melhores,
Retroalimentando-as para que sejam de fato parte de nossa própria carne.

(Djavan Antério)

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Respostas


Não tenho as respostas que deseja ouvir
Muito menos as explicações para algumas das minhas atitudes
E por isso entendo que me ache “louco”
(Mas quem não é hoje em dia?)

Talvez eu me esconda nessa minha loucura
Pelo simples receio de me mostrar
E isso talvez complique ainda mais
O entendimento que possa ter sobre mim

Sou assim...
Meio lá do que cá, ora aqui ora acolá
Tento manter os pés no chão
Ao mesmo tempo em que no céu tento tocar

Jamais condenaria sua postura diante dos meus erros
Entendo considerando-a um reflexo do meu próprio eu
Pois suas dúvidas são as minhas
E seus achados são os meus

Entenda apenas que não faço por mal
Não é intencional, premeditado
Avalie como... uma casualidade inconsequente
Descuidosa, imatura

Sendo assim, se estiver com dúvida entre o sim e o não
Sugiro que escolha o não, se achar que em nada dará
Ao mesmo tempo em que sugiro o sim
Se decidir realmente arriscar

(Djavan Antério)

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Mestre Gil


Ainda ontem assistia um especial sobre o grande mestre Gilberto Gil. “Preto Gil”, para os mais íntimos (rsrs - quisera eu!). O programa (Arquivo N) explorou um pouco da trajetória reluzente desse artista que representa bem a nossa mais pura música popular brasileira. Se já era fã do cara, fiquei mais ainda.

No auge dos seus 70 anos, a jovialidade parece ser inversamente proporcional aos anos que completa. Recentemente conferi tal energia ao vivo, em show aberto, de baixo de chuva, junto a um público peculiar, na Praça Cem Reis, João Pessoa/PB. Um espetáculo! Com influências das raízes nordestinas somadas as sonoridades de João Gilberto, Gonzagão, Caymmi, Bob Marley, Gil se apresenta de forma categórica, no melhor estilo “Mick Jagger afro”. Tudo isso temperado com a essência ardida da Bahia. O resultado? Um artista sólido, pulsante, criativo, profético.

Até aqui não falei nenhuma novidade. Por isso, deixe-me dizer o que mais me chamou a atenção nesse pequeno “documentário”. Trata-se do depoimento de sua amada, Flora. Ela, com uma simplicidade sem igual, falou do amado de forma serena, pura e bastante verdadeira, resumindo em uma frase o que Gil é para ela: “Eu sou a pessoa mais suspeita pra falar, pois eu amo o Gil... e o amor é tudo; então pra mim ele é a pessoa ideal”.

Tais palavras evidenciam um Gil que todos nós parecemos já conhecer. Isso porque, seja num show, numa entrevista, até mesmo num palanque falando de política, Gil é Gil, sem muito “gueri-gueri”, floreios, papo enfeitando... Muito pelo contrario, ele viaja na subjetividade que acredita, defende, vivenciou e vivencia a cada dia que passa. Sua história está aí para quem quiser ver, admirar, contestar, mas acima de tudo, aprender. Aprender sobre um artista nosso, da terra, fruto da cultura miscigenada tipicamente brasileira.

Gilberto Gil é, para mim, um ícone palpável, alguém que poderia muito bem ser meu vizinho, o camarada na fila do pão, meu parceiro numa cervejinha gelada, um colega de faculdade, um amigo...

Bom, vou parar aqui com a “rasgação” apresentando o programa em si, que acabei achando enquanto lia sobre “o cara”. É só clicar:

Despeço-me com uma frase de efeito do mestre e com uma de suas músicas que mais me agrada, Esotérico.

“Fé é conviver com o sentido profundo da vida”


(Djavan Antério)

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Porque o Mundo é Bem Menor que a Imaginação


Sonho acordado às vezes... Você também?

Intrigante como podemos “viajar” estando num mesmo lugar. Sentir sensações que pulverizam a comodidade momentânea e nos levam a lugares diversos. E o melhor, sem custo e da forma mais discreta possível, contando apenas com a imaginação.

A imaginação é algo que nos evolve ao mesmo tempo em que nos leva. Resgata lá no bojo do nosso íntimo uma diversidade de pensamentos, lembranças, vontades. Com maestria, funde tudo e nos guia pelo mundo em frações de segundos.

Atos como o sonhar e o pensar sucumbem ao “gran imaginar”. Imaginar contempla os sonhos, atua em constante parceria com nossos pensamentos. Imaginar não se dá solitariamente. Muito pelo contrário, engloba e se conecta, harmoniosamente, aos nossos mais diferentes condutores naturais.

Agora, por exemplo, dê uma parada neste texto e pense numa viagem que gostou e que pensa em repetir. Mas pense com detalhes, extraia lá do fundo da memória, situações, pessoas e sensações que pôde vivenciar. Agora imagine fazendo esta mesma viagem novamente, passando pelas mesmas situações, revendo as mesmas pessoas, sentindo as mesmas sensações. Imaginou? Não? Faça, é sério! Depois você volta aqui comigo...

Eaê? Foi? Voltou? (rs)

Então... Pensar é bom, sonhar é sensacional, mas imaginar... Aí não tem preço!

Por isso, nunca se limite a imaginar pequeno, a imaginar pouco, a imaginar rápido. Aventure-se no desconhecido retendo dele sensações confidentes, exclusivas, inigualáveis. Esta é uma relação direta de você com seu imaginar, portanto, de você consigo mesmo. Nesta relação você pode tudo, porque o mundo é bem menor que a imaginação!

(Djavan Antério)

terça-feira, 3 de julho de 2012

Queen Streep


Apesar das inúmeras indicações ao Oscar, do talento explícito e inconfundível, da espontaneidade artística, ainda me surpreendo vendo Meryl Streep em cena.

Ontem assisti a "Julie & Julia", filme que explora um pouco da história de Julia Child, renomada autora de livros de culinária e apresentadora de televisão americana. Do outro lado, Julie Powell, frustrada funcionária pública que, décadas mais tarde, em Nova York, resolve testar todas as receitas do livro de Child por um ano e publicar a experiência em um blog.

O filme, baseado em duas vidas reais, seduz tanto pela riqueza nos detalhes gastronômicos como pela história de vida destas duas mulheres que encontram na “cozinha” o lugar ideal para serem felizes.

Recomendo o filme ainda com as papilas gustativas encharcadas e aproveito para soltar aqui uma pequena amostra do talento desta que, para mim, é a melhor atriz de todos os tempos:



(Djavan Antério)