quinta-feira, 1 de março de 2012

Todos Bem


Nossos movimentos repercutem longe
Tal qual o bater das assas de uma borboleta

Mesmo assim, insistimos na displicência
Desconsideramos nossas responsabilidades

Muitas vezes enaltecemos valores superficiais
Vangloriamos qualidades irreais, flutuantes

Talvez se ouvíssemos os sons que nos cercam
Entenderíamos melhor as coisas

Talvez se observássemos as situações que nos cercam
Aceitaríamos melhor as coisas

Isso porque quando escutamos e olhamos
Compreendemos e assimilamos mais eficazmente 

De qualquer maneira, sejam quais forem nossas crenças
Não devemos nos preocupar somente em promulgá-las

A questão não é quem está certo ou errado
Mas o que de melhor temos a oferecer uns aos outros

Talvez minha escolha não seja a sua
Mas tudo bem, o importante é que ela não lhe prejudique

Da mesma forma, sua escolha pode não ser a minha
Mas tudo bem, o importante é que ela não me prejudique

Assim, não prejudicando um ao outro
E respeitando o meio em que vivemos

Eu, você e o mundo
Ficaremos todos bem

(Djavan Antério)

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O Mal do Mundo


O mal do mundo desvirtua até mesmo os de coração puro;
Cresce frente à fraqueza e ao desespero, evidenciando o seu poder.

O mal do mundo descaracteriza o que de bom existe;
Cega os olhos já cansados e corrompe valores antes ensinados.

O mal do mundo faz com que nos tratemos com indiferença;
Não reconhecendo nem mesmo os que mais amamos.

O mal do mundo adultera nossas melhores ações;
Caleja nossos sentidos, engrossa nossas atitudes.

O mal do mundo desfigura a essência da vida;
Envereda-nos por caminhos obscuros, muitas vezes sem volta.

O mal do mundo ri enquanto choramos;
Comemora enquanto lamentamos.

O mal do mundo se fortifica em nossas derrotas;
Cresce e se solidifica no descaminho que temos de enfrentar.

O mal do mundo é bem mais poderoso do que imaginamos;
É rígido como pedra, queima como fogo, carrega como água.

O mal do mundo existe;
Cabe a cada um de nós avaliar como superá-lo.
 

(Djavan Antério)

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Grease, Nos Tempos da Brilhantina


Depois do post "Curtindo a Vida Adoidado, o Retorno de Ferris", não resisti e cá estou novamente falando de outro clássico que me marcou muito: Grease, Nos Tempos da Brilhantina. Taí um filme que atravessa gerações...


Grease é um musical criado por Jim Jacobs e Warren Casey em 1971. Explora os anos 50, quando jovens trabalhadores norte-americanos, conhecidos como "greasers", tinha o estilo de vida bastante popular, devido principalmente aos seus modos e costumes bem peculiares.

O enredo aborda questões sociais como gravidez adolescente e violência entre gangues, amor, amizade, rebelião, descobertas sexuais e conflito de classes. Quando adaptado para o cinema, Grease perdeu muito das suas características iniciais, principalmente no que se refere aos personagens juvenis, que se tornaram menos característicos da cidade e mais genéricos

Apresentação a parte, responda rápido: Já se pegou ou não dançando a baladinha "Summer Nights"?!


Puxa, esta produção marcou mesmo minha juventude, sobretudo por eu ter apresentado duas de suas músicas na escola. Pois é, tive meu "momento John Travolta".
 
Grease tornou-se um sucesso mundial, com uma longa temporada no West End de Londres e versões ao redor do mundo.

 
Filme campeão de bilheteria, com duas remontagens bem sucedidas em 1994 e 2007 na Broadway, Grease virou tema de centenas de representações em grupos de teatro amador, escolas secundárias e estudantes de arte dramática. (Contribui para esta estatística, hein?!)

Não é novidade que Grease é composto de muitas performances musicais de tirar o fôlego. Greased Lightning, Hopelessly Devoted to You, We Go Together, são bons exemplos disso. Todavia, indubitavelmente, "You're the one that I want" é o que melhor representa esta memorável produção:


Por fim, deixo aqui um registro mais recente de um encontro icônico dos principais atores da adaptação cinematográfica, John Travolta (o descolado Danny Zuko) e Olivia Newton John (a bela Sandy Olsen).


E assim... novamente pergunto, vai dizer que não deu vontade de correr no “João dos DVD´s" e comprar o filme ou simplesmente baixá-lo para ver ainda esta noite?! 

(Djavan Antério)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Falando Sem Dizer


Segundos me atravessam a alma
Levando-me ao inverso do meu ser
Do sentimento que a todo momento me acalma
Percebo um pouco do que realmente devo saber

Algo que sempre esteve ali
Auxiliando minhas atitudes
Apenas eu não o percebi
Ludibriado pelas minhas poucas virtudes

Ligado ao passado e modificando o presente
Respeito aqueles que procuram sempre vencer
Construindo um futuro congruente
Mesmo às vezes se encontrando nas lacunas do perder

Falo daquilo que não sei dizer
Tornando fraca minha agonia
Regenero minhas forças para melhor viver
Daquilo que me acompanha noite e dia

(Djavan Antério)

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Playing for Change (1)

Que a música conecta pessoas, isso não é novidade. Porém, existem alguns movimentos, projetos, iniciativas em geral, que conseguem potencializar ainda mais a força dessa arte. Um deles – e que por sinal sou extremamente fã – é o Playing for Change. Tenho certeza que você já deve ter ouvido falar. Se não, ao menos já se deparou com algum vídeo aqui pela internet.


Playing for Change é um multimídia projeto musical criado pelo produtor americano e engenheiro de som Mark Johnson, que visa reunir músicos de todo o mundo “em uma só voz”. A ideia surgiu da crença de que a música tem o poder de atravessar fronteiras e superar a distância entre as pessoas, independente de suas diferenças geográficas, políticas, econômicas, espirituais ou ideológicas.

Iniciado em 2004, o projeto começou com a auto-organização e, por meio de um estúdio de gravação móvel, desbravou pelo mundo em busca de talentosos “músicos de rua”. Países como Espanha, Índia, Estados Unidos, Inglaterra, França e Brasil, são alguns exemplos de por onde Mark e sua equipe passaram.


Como se pode constatar, a produção dos clipes é composta por uma compilação de gravações dos músicos locais executando a mesma canção, cada qual interpretando em seu próprio estilo. Entre os artistas participantes, ou abertamente envolvidos no projeto, incluem Vusi Mahlasela, Louis Mhlanga, Clarence Bekker, Tal Ben Ari (Tula), Grandpa Elliott, e até os já consagrados Manu Chao e Bono (U2).

Para encerrar, deixo aqui o primeiro single do projeto, Stand By Me, que começou na cidade de Santa Monica, California, com um conhecido, porém já falecido artista de rua chamado Roger Ridley. Só para ter uma ideia, este vídeo já foi visto por mais de 35 milhões internautas.


Em 2007 foi criada a fundação Playing for Change, uma empresa sem fins lucrativos cuja proposta principal é propagar a música para o mundo. Clique aqui e acesse o site oficial.

Pesquisando um pouco mais você encontrará outros vídeos do projeto, além de trabalhos solos dos principais músicos participantes.

Forte abraço e... Viva a integração global!

(Djavan Antério)