sexta-feira, 25 de outubro de 2013

2013, gratidão


Sei que ainda está cedo, mas acredito que já posso dizer: 2013, gratidão!

Lembro que em 2011 eu tinha a plena convicção que aquele seria “o ano pra mim”. Pois é, errei em 730 dias. E posso falar? Que bom que foi assim! Digo isso por uma única e específica razão: “sou outro, sou melhor”.

Nesses dois anos aprendi muita coisa. Aprendi a ser mais responsável com meus afazeres; aprendi a organizar mais meu tempo, otimizando minhas ações; aprendi que os frutos só vêm após uma plantação bem feita, bem cuidada; aprendi que o amor se revela de diversas formas.

2013 não acabou, mas posso dizer que ele foi (e está sendo) muito generoso comigo. Meu crescimento – intelectual, sentimental, espiritual – é evidente. E isso se deve principalmente pelas relações sociais estabelecidas com aqueles que me entornam. Falo da família, amigos, colegas, alunos. Todos, de forma peculiar, colaboraram para modificações e transformações em meu ser. E sou extremamente grato por isso.

Fazendo uma sucinta análise reflexiva do “eu de hoje” com o “eu de ontem”, ao afirmar que sou outro, quero dizer que sou diferente, no sentido de que “a cada minuto que passa, somos seres modificados”, assim como a natureza que nos acolhe. E, ao dizer que sou melhor, é exatamente isso! Melhor em acreditar nas pessoas; melhor em tentar fazer sempre o bem, sem ferir/agredir quem quer que seja; melhor em compreender a linguagem silenciosa do universo; mas, principalmente, melhor em vivenciar a vida com amor e gratidão.

Hoje meus interesses são outros, desprendidos de minha realização pessoal. Ela vai mais além, transcende o egocentrismo tão fomentado pelo mundo competitivo que nos engole e nos corrompe. Na realidade, a convicção agora se refere à certeza de que só estarei bem se os próximos a mim estiverem também. Nessa lógica, os próximos dos próximos da mesma forma. E assim temos uma corrente sem fim...

É, 2013 me trouxe só coisas boas, em todos os sentidos (Até as ruins foram boas!). Os ventos sopraram forte, porém preservando a navegação. Só espero corresponder a toda essa generosidade, buscando ser sempre alguém melhor, alguém sensível ao mundo. E mais, como disse em outra oportunidade, espero sempre que minha felicidade possa contagiar todos à minha volta.

2013, gratidão!

(Djavan Antério)

sábado, 21 de setembro de 2013

Nesse Mundo Vaivém


Nesse mundo vaivém, encontramos pessoas e pessoas...

A grande maioria simplesmente passa por nossas vidas. Outras passam, mas deixam algo. Algo diferente, maior, agregador: conhecimento. Conhecimento de causa, de caso, de vida.

Somos seres iguais, porém com diferentes formas de ver e enxergar o mundo que nos entorna. É incrível como algo pode ser uma coisa para mim e outra, totalmente diferente, para você. Isso é ótica, caracterizada por formas distintas de abstrair e conceber as transformações que se dão a todo tempo e em todo lugar.

Geralmente somos levados a enxergar pelos olhos dos outros, submersos numa acomodada estrutura fabricada, mascarada, onde o valor do próximo está nas coisas que tem, e não no que é e/ou representa. (Isso me deixa triste!).

Mas existem pessoas por aí dispostas a trocar uma ideia, sentar num papo bom, trocar vivências e aprender sempre um pouco mais... Há quem as denomine como “irmãos celestiais”.

Dentre as diversas sensações e emoções que brotam de um encontro assim, três se destacam: a Paz, o Amor e o Respeito. Basicamente tudo o que precisamos na vida. O que vier além disso deve vir pra somar, não ofuscando essa “tríade base”, pois é nela que devemos nos fortalecer e por meio dela que devemos partilhar.

Independente de onde estejamos, somos partes de um todo. Procuremos, então, assimilar e aceitar as diferenças, enfocando o entrelaçamento de ideias, de aprendizagens, de experiências, entendendo que ninguém é mais do que ninguém. Somos moléculas de uma mesma terra; somos energia de um mesmo céu.

Aprenda comigo e me permita aprender com você.

(Djavan Antério)

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Guardamos Coisas


Quando se é criança, guardamos coisas que às vezes nem sabemos do que se trata... Tá aqui um exemplo!

Há muitos e muitos anos, quando um vizinho meu estava para ir embora de onde morávamos, ele me deu essa simpática caixinha laranja e disse:

"Oh, durante muito tempo guardei coisas especiais aqui dentro. Foi meu pai quem me deu... agora, gostaria que ficasse com você, meu parceirinho!"

Puxa, aquilo significou muito naquele dado momento. Tanto é que, além de também guardar coisas especiais minhas, carregar um significado passado de pai para filho e de filho para amigo, guardei durante todo este tempo.

Hoje, organizando umas coisas, a encontrei, empoeirada e com ainda coisas especiais dentro. O curioso é que só hoje percebi que se trata de um "interruptor" de ferro, acho que usado em grandes complexos como usinas, fábricas, bem coisas do tipo que havia onde vivíamos, em meio a mata amazônica!

Sentindo aquela nostalgia agradável, comecei a sorrir sozinho...

Por onde quer que esteja... Valeu, Gu!

(Djavan Antério)

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Na Fila da Padaria



Na fila da padaria...

“Boa tarde, tudo bem?! Me vê aí dois reais de francês e esses pãezinhos de queijo que ainda tem aqui, por favor.”

Ouço então uma voz meio rouca, baixinha, delicada: “Ai, fiquei sem meu pãozinho de queijo!”

Virei disfarçadamente e me dei com uma doce velhinha. Cabelos brancos, lisos, com um cocó meio querendo se desfazer, uma manta de renda por sobre os ombros, usava pequeninos óculos de grau e segurava uma carteirinha surrada de couro. (Lembrei muito da Dona Benta, Sra. Doubtfire, sei lá...).

Disse a ela que poderia ficar com os pãezinhos que não haveria problema. Ela não aceitou! Disse então que poderíamos dividir (daria uns 4 pra cada). Ela então me olhou meio envergonhada e disse: “Precisa não, meu filho, é que sempre que venho aqui, peço um pãozinho desses pra provar (hihihi)... É só tradição mesmo!”

Aí eu: “E a senhora acha mesmo que eu seria capaz de quebrar uma tradição dessa?” Peguei um guardanapo e dei-lhe seu “pãozinho-de-queijo-de-cada-dia”.

Ela sorriu!

(Djavan Antério)

domingo, 14 de julho de 2013

No Dia do Rock, Ouvi Reggae


Hoje, 13/07, dia do Rock*, tudo conspirou para que fosse o Reggae, o estilo musical do dia.

Primeiro que o dia tava daquele jeito, um sol maravilhoso, uma leve brisa fria (por conta da época) e tratava-se de um sabadão. (Viiiiixe!!!)

Ainda cedo fui, dei boas-vindas ao sol, dizendo-lhe que era sempre muito bom revê-lo, e aproveitei para regar as plantinhas que me fazem companhia aqui em casa.

Pois bem, na noite anterior tinha revisto um filme que trás, em seu desenrolar, uma pequenina referência ao “rei”.

Diz assim:

Ele tinha uma ideia... Acreditava que poderia curar o racismo e o ódio, literalmente, curá-los, injetando música e amor na vida das pessoas. Uma vez, quando estava agendado para atuar num comício de paz, um assassino foi a casa dele e alvejou-o. Dois dias depois, ele subiu àquele palco e cantou! Alguém lhe perguntou, "porquê?”. E ele disse: "As pessoas que estão tentando fazer deste mundo pior, não tiram dias de folga. Como eu poderia? Iluminem a escuridão."

Daí, meus caros, com essa profunda mensagem de amor lá dentro do inconsciente, um sol daquele, o dia daquele jeito... Ahhhh, não deu outra: Stir it up!

O dia foi massa! Voleizinho de praia com os amigos (de outrora) e aquela contemplação ao mar com meu irmãozinho e a especial cunhadinha. Apesar de ter rolado um rockzinho da melhor qualidade naquelas horinhas, meu espírito ainda assim estava dançando leve, com saltitos discretos, tronco lá e cá, braços como pêndulos... e a mente... num universo paralelamente perfeito!

Retorno ao lar e o que faço? Tomo aquele banho – lavando o sal que nos livra das impurezas – e termino o dia com um vinhozinho, alguns pedaços de queijo e... muito Bob Marley, ora essa!!


(Djavan Antério)

*Postado 24hs depois!