sábado, 21 de setembro de 2013

Nesse Mundo Vaivém


Nesse mundo vaivém, encontramos pessoas e pessoas...

A grande maioria simplesmente passa por nossas vidas. Outras passam, mas deixam algo. Algo diferente, maior, agregador: conhecimento. Conhecimento de causa, de caso, de vida.

Somos seres iguais, porém com diferentes formas de ver e enxergar o mundo que nos entorna. É incrível como algo pode ser uma coisa para mim e outra, totalmente diferente, para você. Isso é ótica, caracterizada por formas distintas de abstrair e conceber as transformações que se dão a todo tempo e em todo lugar.

Geralmente somos levados a enxergar pelos olhos dos outros, submersos numa acomodada estrutura fabricada, mascarada, onde o valor do próximo está nas coisas que tem, e não no que é e/ou representa. (Isso me deixa triste!).

Mas existem pessoas por aí dispostas a trocar uma ideia, sentar num papo bom, trocar vivências e aprender sempre um pouco mais... Há quem as denomine como “irmãos celestiais”.

Dentre as diversas sensações e emoções que brotam de um encontro assim, três se destacam: a Paz, o Amor e o Respeito. Basicamente tudo o que precisamos na vida. O que vier além disso deve vir pra somar, não ofuscando essa “tríade base”, pois é nela que devemos nos fortalecer e por meio dela que devemos partilhar.

Independente de onde estejamos, somos partes de um todo. Procuremos, então, assimilar e aceitar as diferenças, enfocando o entrelaçamento de ideias, de aprendizagens, de experiências, entendendo que ninguém é mais do que ninguém. Somos moléculas de uma mesma terra; somos energia de um mesmo céu.

Aprenda comigo e me permita aprender com você.

(Djavan Antério)

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Guardamos Coisas


Quando se é criança, guardamos coisas que às vezes nem sabemos do que se trata... Tá aqui um exemplo!

Há muitos e muitos anos, quando um vizinho meu estava para ir embora de onde morávamos, ele me deu essa simpática caixinha laranja e disse:

"Oh, durante muito tempo guardei coisas especiais aqui dentro. Foi meu pai quem me deu... agora, gostaria que ficasse com você, meu parceirinho!"

Puxa, aquilo significou muito naquele dado momento. Tanto é que, além de também guardar coisas especiais minhas, carregar um significado passado de pai para filho e de filho para amigo, guardei durante todo este tempo.

Hoje, organizando umas coisas, a encontrei, empoeirada e com ainda coisas especiais dentro. O curioso é que só hoje percebi que se trata de um "interruptor" de ferro, acho que usado em grandes complexos como usinas, fábricas, bem coisas do tipo que havia onde vivíamos, em meio a mata amazônica!

Sentindo aquela nostalgia agradável, comecei a sorrir sozinho...

Por onde quer que esteja... Valeu, Gu!

(Djavan Antério)

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Na Fila da Padaria



Na fila da padaria...

“Boa tarde, tudo bem?! Me vê aí dois reais de francês e esses pãezinhos de queijo que ainda tem aqui, por favor.”

Ouço então uma voz meio rouca, baixinha, delicada: “Ai, fiquei sem meu pãozinho de queijo!”

Virei disfarçadamente e me dei com uma doce velhinha. Cabelos brancos, lisos, com um cocó meio querendo se desfazer, uma manta de renda por sobre os ombros, usava pequeninos óculos de grau e segurava uma carteirinha surrada de couro. (Lembrei muito da Dona Benta, Sra. Doubtfire, sei lá...).

Disse a ela que poderia ficar com os pãezinhos que não haveria problema. Ela não aceitou! Disse então que poderíamos dividir (daria uns 4 pra cada). Ela então me olhou meio envergonhada e disse: “Precisa não, meu filho, é que sempre que venho aqui, peço um pãozinho desses pra provar (hihihi)... É só tradição mesmo!”

Aí eu: “E a senhora acha mesmo que eu seria capaz de quebrar uma tradição dessa?” Peguei um guardanapo e dei-lhe seu “pãozinho-de-queijo-de-cada-dia”.

Ela sorriu!

(Djavan Antério)

domingo, 14 de julho de 2013

No Dia do Rock, Ouvi Reggae


Hoje, 13/07, dia do Rock*, tudo conspirou para que fosse o Reggae, o estilo musical do dia.

Primeiro que o dia tava daquele jeito, um sol maravilhoso, uma leve brisa fria (por conta da época) e tratava-se de um sabadão. (Viiiiixe!!!)

Ainda cedo fui, dei boas-vindas ao sol, dizendo-lhe que era sempre muito bom revê-lo, e aproveitei para regar as plantinhas que me fazem companhia aqui em casa.

Pois bem, na noite anterior tinha revisto um filme que trás, em seu desenrolar, uma pequenina referência ao “rei”.

Diz assim:

Ele tinha uma ideia... Acreditava que poderia curar o racismo e o ódio, literalmente, curá-los, injetando música e amor na vida das pessoas. Uma vez, quando estava agendado para atuar num comício de paz, um assassino foi a casa dele e alvejou-o. Dois dias depois, ele subiu àquele palco e cantou! Alguém lhe perguntou, "porquê?”. E ele disse: "As pessoas que estão tentando fazer deste mundo pior, não tiram dias de folga. Como eu poderia? Iluminem a escuridão."

Daí, meus caros, com essa profunda mensagem de amor lá dentro do inconsciente, um sol daquele, o dia daquele jeito... Ahhhh, não deu outra: Stir it up!

O dia foi massa! Voleizinho de praia com os amigos (de outrora) e aquela contemplação ao mar com meu irmãozinho e a especial cunhadinha. Apesar de ter rolado um rockzinho da melhor qualidade naquelas horinhas, meu espírito ainda assim estava dançando leve, com saltitos discretos, tronco lá e cá, braços como pêndulos... e a mente... num universo paralelamente perfeito!

Retorno ao lar e o que faço? Tomo aquele banho – lavando o sal que nos livra das impurezas – e termino o dia com um vinhozinho, alguns pedaços de queijo e... muito Bob Marley, ora essa!!


(Djavan Antério)

*Postado 24hs depois!

sexta-feira, 21 de junho de 2013

O Gigante Não Pode Mais Dormir


Como muito já se falou e se fala, resumirei meu comentário sobre o dia de ontem em poucas palavras...

Inicialmente exponho a emoção de estar em meio a uma energia coletiva que se mostrou forte e contagiante. Pude ver criancinhas, idosos, pessoas com necessidades especiais, militantes, estudantes, trabalhadores, enfim, um verdadeiro aglomerado de brasileiros e brasileiras que, de alguma forma ou de outra, não mais suportam o atual cenário em que o Brasil se encontra. E tudo de forma muito pacífica e apaixonante!

São muitos aspectos que pesam a favor do acontecimento, que já entrou para história. Só o fato da mobilização representa um considerável avanço (Há tempos o país conclamava por isso). Pontualmente falando, a efetiva repercussão nas tarifas do transporte público, foco principal da manifestação, é o que configura uma grande vitória.

Ademais, a pulsação dos inúmeros corações nas avenidas reflete o “nó da garganta”, o “sufoco do coração”, a vontade de fazer algo. E é justamente nesse “fazer algo” que reforço a necessidade de "acordarmos todos os dias". Irmos às ruas é sim muito significativo, é mostrar que temos sangue nas veias. Mas é preciso muito mais que isso. O gigante não pode mais dormir!

Precisamos nos aprofundar nas causas, entender o que está acontecendo e o que podemos fazer para mudar o rumo da história. Quer saber de que forma podemos começar? No voto! Pesquisando, investigando quem pode melhor nos representar. Não cair na lábia, na tentação daquele “pre$entinho”, na maré “vai com as outras”.

Não aceitemos os fatos como estão; não sejamos passivos, inertes ao poderio mascarado que se alimenta de nossa ignorância, de nossas dificuldades, de nossa garra em suportar e superar os percalços da vida.

A verdadeira mudança não acontece de uma hora para outra. Muitas vezes, ela só se consolida com o passar de anos. Mas o importante é que ela acontece, né não?! Sabe a velha história de “deixar um país melhor para nossos filhos?” Pronto, é mais ou menos isso. Portanto, é no agora que as mudanças devem começar.

Ontem foi LINDO!
Muitos corações juntos.
Muitas vozes num só coro.

Tive a oportunidade de abraçar muitos corpos: colegas, amigos, conhecidos... E sabe, se brincar, pude sentir as batidas dos corações palpitantes.

Outra coisa emocionante, mas bem particular: MINHA FAMÍLIA estava comigo! Irmão, cunhadinha, tio e ela, meu grande amor, minha mãe, a quem sou fã incondicional, a quem dedico e dedicarei sempre boa parte de minha energia.

Mãe, a senhora foi demais, mesmo sumindo (dando trabalho – rs) em meio à multidão, munida de seu cartazinho que fez tanto sucesso (Dizia ele: Vossa Excelências, não sabem de onde tirar?? Comecem pelo próprios salários!). Foi muito bom vê-la sorrindo, feliz, esquecendo-se de problemas menores e perfeitamente superáveis. Sua alegria é minha alegria! (Te amo!!)

No mais, vamos seguir juntos, meus irmãos, atentando-nos aos detalhes, as minúcias dos acontecimentos, em prol de um Brasil maior e melhor... PARA TODOS!

21.06.2013, João Pessoa/PB
 
(Djavan 'Brasileiro' Antério)