segunda-feira, 15 de julho de 2013

Na Fila da Padaria



Na fila da padaria...

“Boa tarde, tudo bem?! Me vê aí dois reais de francês e esses pãezinhos de queijo que ainda tem aqui, por favor.”

Ouço então uma voz meio rouca, baixinha, delicada: “Ai, fiquei sem meu pãozinho de queijo!”

Virei disfarçadamente e me dei com uma doce velhinha. Cabelos brancos, lisos, com um cocó meio querendo se desfazer, uma manta de renda por sobre os ombros, usava pequeninos óculos de grau e segurava uma carteirinha surrada de couro. (Lembrei muito da Dona Benta, Sra. Doubtfire, sei lá...).

Disse a ela que poderia ficar com os pãezinhos que não haveria problema. Ela não aceitou! Disse então que poderíamos dividir (daria uns 4 pra cada). Ela então me olhou meio envergonhada e disse: “Precisa não, meu filho, é que sempre que venho aqui, peço um pãozinho desses pra provar (hihihi)... É só tradição mesmo!”

Aí eu: “E a senhora acha mesmo que eu seria capaz de quebrar uma tradição dessa?” Peguei um guardanapo e dei-lhe seu “pãozinho-de-queijo-de-cada-dia”.

Ela sorriu!

(Djavan Antério)

domingo, 14 de julho de 2013

No Dia do Rock, Ouvi Reggae


Hoje, 13/07, dia do Rock*, tudo conspirou para que fosse o Reggae, o estilo musical do dia.

Primeiro que o dia tava daquele jeito, um sol maravilhoso, uma leve brisa fria (por conta da época) e tratava-se de um sabadão. (Viiiiixe!!!)

Ainda cedo fui, dei boas-vindas ao sol, dizendo-lhe que era sempre muito bom revê-lo, e aproveitei para regar as plantinhas que me fazem companhia aqui em casa.

Pois bem, na noite anterior tinha revisto um filme que trás, em seu desenrolar, uma pequenina referência ao “rei”.

Diz assim:

Ele tinha uma ideia... Acreditava que poderia curar o racismo e o ódio, literalmente, curá-los, injetando música e amor na vida das pessoas. Uma vez, quando estava agendado para atuar num comício de paz, um assassino foi a casa dele e alvejou-o. Dois dias depois, ele subiu àquele palco e cantou! Alguém lhe perguntou, "porquê?”. E ele disse: "As pessoas que estão tentando fazer deste mundo pior, não tiram dias de folga. Como eu poderia? Iluminem a escuridão."

Daí, meus caros, com essa profunda mensagem de amor lá dentro do inconsciente, um sol daquele, o dia daquele jeito... Ahhhh, não deu outra: Stir it up!

O dia foi massa! Voleizinho de praia com os amigos (de outrora) e aquela contemplação ao mar com meu irmãozinho e a especial cunhadinha. Apesar de ter rolado um rockzinho da melhor qualidade naquelas horinhas, meu espírito ainda assim estava dançando leve, com saltitos discretos, tronco lá e cá, braços como pêndulos... e a mente... num universo paralelamente perfeito!

Retorno ao lar e o que faço? Tomo aquele banho – lavando o sal que nos livra das impurezas – e termino o dia com um vinhozinho, alguns pedaços de queijo e... muito Bob Marley, ora essa!!


(Djavan Antério)

*Postado 24hs depois!

sexta-feira, 21 de junho de 2013

O Gigante Não Pode Mais Dormir


Como muito já se falou e se fala, resumirei meu comentário sobre o dia de ontem em poucas palavras...

Inicialmente exponho a emoção de estar em meio a uma energia coletiva que se mostrou forte e contagiante. Pude ver criancinhas, idosos, pessoas com necessidades especiais, militantes, estudantes, trabalhadores, enfim, um verdadeiro aglomerado de brasileiros e brasileiras que, de alguma forma ou de outra, não mais suportam o atual cenário em que o Brasil se encontra. E tudo de forma muito pacífica e apaixonante!

São muitos aspectos que pesam a favor do acontecimento, que já entrou para história. Só o fato da mobilização representa um considerável avanço (Há tempos o país conclamava por isso). Pontualmente falando, a efetiva repercussão nas tarifas do transporte público, foco principal da manifestação, é o que configura uma grande vitória.

Ademais, a pulsação dos inúmeros corações nas avenidas reflete o “nó da garganta”, o “sufoco do coração”, a vontade de fazer algo. E é justamente nesse “fazer algo” que reforço a necessidade de "acordarmos todos os dias". Irmos às ruas é sim muito significativo, é mostrar que temos sangue nas veias. Mas é preciso muito mais que isso. O gigante não pode mais dormir!

Precisamos nos aprofundar nas causas, entender o que está acontecendo e o que podemos fazer para mudar o rumo da história. Quer saber de que forma podemos começar? No voto! Pesquisando, investigando quem pode melhor nos representar. Não cair na lábia, na tentação daquele “pre$entinho”, na maré “vai com as outras”.

Não aceitemos os fatos como estão; não sejamos passivos, inertes ao poderio mascarado que se alimenta de nossa ignorância, de nossas dificuldades, de nossa garra em suportar e superar os percalços da vida.

A verdadeira mudança não acontece de uma hora para outra. Muitas vezes, ela só se consolida com o passar de anos. Mas o importante é que ela acontece, né não?! Sabe a velha história de “deixar um país melhor para nossos filhos?” Pronto, é mais ou menos isso. Portanto, é no agora que as mudanças devem começar.

Ontem foi LINDO!
Muitos corações juntos.
Muitas vozes num só coro.

Tive a oportunidade de abraçar muitos corpos: colegas, amigos, conhecidos... E sabe, se brincar, pude sentir as batidas dos corações palpitantes.

Outra coisa emocionante, mas bem particular: MINHA FAMÍLIA estava comigo! Irmão, cunhadinha, tio e ela, meu grande amor, minha mãe, a quem sou fã incondicional, a quem dedico e dedicarei sempre boa parte de minha energia.

Mãe, a senhora foi demais, mesmo sumindo (dando trabalho – rs) em meio à multidão, munida de seu cartazinho que fez tanto sucesso (Dizia ele: Vossa Excelências, não sabem de onde tirar?? Comecem pelo próprios salários!). Foi muito bom vê-la sorrindo, feliz, esquecendo-se de problemas menores e perfeitamente superáveis. Sua alegria é minha alegria! (Te amo!!)

No mais, vamos seguir juntos, meus irmãos, atentando-nos aos detalhes, as minúcias dos acontecimentos, em prol de um Brasil maior e melhor... PARA TODOS!

21.06.2013, João Pessoa/PB
 
(Djavan 'Brasileiro' Antério)

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Para Saber Melhor


Na delicada caminhada da vida, nos deparamos com situações diversas. Algumas delas repercutem de forma direta no montante final, quando nos estabilizamos, constituídos de uma família e de um lar.

Atualmente tenho visto a vida através de um outro prisma, considerando, sobretudo, o esforço que fazemos para conquistar nossos sonhos, de maneira serena, lúcida e verdadeira. E é bem verdade que nem sempre conseguimos aquilo que queremos. Mas o importante é lutar, é tentar, é fazer valer o ato de sonhar.

E se me permite um conselho: APRENDA COM OS ERROS!

Não é vergonha nos arrependermos, voltarmos atrás, desdizermos o que dissemos. O que vale é a intenção de sustentar a crença, sonhar o sonho até o momento que ele desflore em realidade, quem sabe.

A vida ensina (e ensina demais) e com ela não há “meias palavras”. Ou vai ou vai! Tenho aprendido isso na pele, na alma e... no coração.

Por isso, todo dia, ao me deitar, agradeço por tudo. Acordando, peço sabedoria. Não para saber mais, mas para saber melhor. Saber como melhor lidar com aquilo e aqueles que fazem do meu mundo um mundo de todos.

(Djavan Antério)

sábado, 4 de maio de 2013

Ainda Somos Os Mesmos, Só Que Diferentes

 

Fatos inegáveis? Ações contestáveis?
Talvez apenas movimentos dispersos num contexto diferente...

Comparações? Frustrações?
Talvez seja porque o tempo não é exatamente o mesmo de outrora...

E o que dizer do tempo?
Não sei, mas certamente ele implica mudanças.

Você aprende,
Eu aprendo,
Nós aprendemos.

Ninguém é a mesma pessoa para sempre.
Na verdade, cada minuto nos modifica.
Nossa interação com o mundo é constante
E desprendida de nossas vontades.

Você muda,
Eu mudo,
Nós mudamos.

Agora, se olharmos lá no fundo, bem no fundo,
Reconheceremos algo.
Alguma coisa será familiar.

Então, se dermos a devida chance, constataremos que,

Apesar dos aprendizados,
Apesar das mudanças,
Apesar de termos feito tudo o que fizemos,
Ainda somos os mesmos,

Só que de uma forma diferente.

(Djavan Antério)