segunda-feira, 17 de junho de 2013

Para Saber Melhor


Na delicada caminhada da vida, nos deparamos com situações diversas. Algumas delas repercutem de forma direta no montante final, quando nos estabilizamos, constituídos de uma família e de um lar.

Atualmente tenho visto a vida através de um outro prisma, considerando, sobretudo, o esforço que fazemos para conquistar nossos sonhos, de maneira serena, lúcida e verdadeira. E é bem verdade que nem sempre conseguimos aquilo que queremos. Mas o importante é lutar, é tentar, é fazer valer o ato de sonhar.

E se me permite um conselho: APRENDA COM OS ERROS!

Não é vergonha nos arrependermos, voltarmos atrás, desdizermos o que dissemos. O que vale é a intenção de sustentar a crença, sonhar o sonho até o momento que ele desflore em realidade, quem sabe.

A vida ensina (e ensina demais) e com ela não há “meias palavras”. Ou vai ou vai! Tenho aprendido isso na pele, na alma e... no coração.

Por isso, todo dia, ao me deitar, agradeço por tudo. Acordando, peço sabedoria. Não para saber mais, mas para saber melhor. Saber como melhor lidar com aquilo e aqueles que fazem do meu mundo um mundo de todos.

(Djavan Antério)

sábado, 4 de maio de 2013

Ainda Somos Os Mesmos, Só Que Diferentes

 

Fatos inegáveis? Ações contestáveis?
Talvez apenas movimentos dispersos num contexto diferente...

Comparações? Frustrações?
Talvez seja porque o tempo não é exatamente o mesmo de outrora...

E o que dizer do tempo?
Não sei, mas certamente ele implica mudanças.

Você aprende,
Eu aprendo,
Nós aprendemos.

Ninguém é a mesma pessoa para sempre.
Na verdade, cada minuto nos modifica.
Nossa interação com o mundo é constante
E desprendida de nossas vontades.

Você muda,
Eu mudo,
Nós mudamos.

Agora, se olharmos lá no fundo, bem no fundo,
Reconheceremos algo.
Alguma coisa será familiar.

Então, se dermos a devida chance, constataremos que,

Apesar dos aprendizados,
Apesar das mudanças,
Apesar de termos feito tudo o que fizemos,
Ainda somos os mesmos,

Só que de uma forma diferente.

(Djavan Antério)

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Educar é Preciso


Muito bacana ver estratégias alternativas que incentivam e auxiliam o processo de ensino-aprendizagem em nossas escolas. Temos aí o mais novo hit da internet, o Rap da Pilha. Um professor carioca que ensina química por meio de paródias de funks conhecidos.

Muito bom mesmo! Contudo, permitam-me expor uma outra ótica acerca do assunto.

Atualmente, a educação brasileira passa por um período delicado, principalmente no que concerne seu processo no âmbito escolar. Buscando uma especificidade no assunto, refiro-me à cultura de ensino mecanizado, que visa, sobretudo, a aprovação nos vestibulares. E nisso, infelizmente, estamos ficando cada vez mais especialistas.

Um “documentário” recente que contemplou bem o assunto foi “A Verdade de Cada Um”, no National Geographic (Brasil), uma parceria do canal com Fernando Meirelles. O programa trouxe à tona o sistema educacional brasileiro, retratando a realidade de profissionais da educação, alunos e escolas de diferentes classes sociais da grande São Paulo. Dentre as diversas problemáticas, uma das que mais se destacou – até pelo peso concreto – foi justamente essa cultura sobre a qual me referi.

Temos um gigantesco mecanismo que investe em resultados estatísticos. Geralmente são escolas particulares, renomadas e de alto custo. O perigo é que se faz de um tudo pelos primeiros lugares nas aprovações (e quanto mais, melhor), inclusive passar por cima do real aprendizado.

Período de vestibular é típico, você constata inúmeros outdoors estampando rostos de jovens que, inconscientemente (ou não) se configuram como ferramenta de manobra, alavancando o nome da escola que “tão bem os treinou”.

Aí vem o problema maior: O que acontece se as escolas privadas, munidas de mais do que suficientes recursos, escoam para universidades públicas – pois ainda são as melhores – seus alunos? A grande massa fica de fora, ora essa! Pior, é justamente esta massa que sustenta a máquina de ensino superior privada. (Olha que contraditório!)

Não estou transferido a culpa de nossa educação pública ser e estar do jeito que está, para as privadas. Absolutamente! O que questiono é a maneira que as coisas estão se procedendo. Minha crítica recai diretamente na metodologia que impera nas escolas, aquela que atribui ao aprendizado a mera aprovação por meio de notas; que tem como lastro as estatísticas quantitativas.

Não estou afirmando também que é o caso desse “professor funkeiro”. Não, não... Muito pelo contrário, sou a favor de práticas alternativas, que visem, sobretudo, a melhor assimilação do conhecimento. A questão é saber se por trás do “show” há uma preocupação maior, voltada a real aprendizagem.

De qualquer forma, fico com pé atrás, principalmente quando leio: “Fulando de Tal é um professor incomum -- ele não reclama do salário, das condições de trabalho, nem tem problemas de disciplina com seus alunos. Ele ensina disciplina tal em escolas PARTICULARES...”

(Djavan Antério)

P.S. Olha só, achei aqui o episódio “A Verdade de Cada Um - Educação”, do NetGeo:


segunda-feira, 1 de abril de 2013

Somos Nossas Ações


Mais do que palavras, somos nossas ações. Por isso ser mais fácil dizer o que queremos do que não expressar o que sentimos. Falar e escrever são ações comunicativas da linguagem verbal, aquela que age de forma direta, concreta, objetiva. As ações (gestuais/posturais/espaciais) não, é parte do grandioso universo da linguagem não-verbal, sensível por natureza e subjetiva por adequação.

A partir daí, podemos instigar a seguinte reflexão: Como ser mais em nossas ações? Isto é, o que podemos fazer para que nossas palavras sejam e/ou estejam em sincronia/harmonia com nossas ações? Eis um desafio e tanto! Há tempos venho tentando ajustar esses ponteiros, organizar o falado com o expressado; o escrito com o não dito. Confesso que a balança pende mais para o insucesso, mas o importante é não deixar assim.

Depois de muito tentando, acredito que tenha encontrado um dos ingredientes para o êxito. Nada muito especial ou merecedor de prêmio. Digamos que se trata apenas de um “achado”. O que faço é prestar bem atenção naquilo que digo. Sabe quando escrevemos e revisamos um texto? Pois é, mais ou menos assim.

O problema é que na fala não é possível revisar. A saída então é exercitar a reflexão imediata, aquela que se antepõe à construção das frases antes de serem efetivamente ditas. No meu caso específico procuro desacelerar a fala. Penso, reflito e solto... palavra por palavra. Entretanto, isso é apenas o pré-requisito. Dessa dinâmica, do pensar-refletir-falar, é que emerge a análise da compatibilidade existente entre minha fala e minhas ações.

A intenção suprema é comprovar se está havendo ou não sincronia entre fala e ação. E olha, muitas vezes estamos em contraste! Não estou afirmando que, por não haver consonância temos aí mentiras. Absolutamente! Por isso uso “sincronia, harmonia, consonância, compatibilidade”. Penso apenas que é possível melhor ajustar os pares, aperfeiçoar as linguagens, buscar coesão na essência e na intencionalidade.

Afinal, definições advêm de ações, não de palavras ou de teorias soltas e infundadas. Nas palavras você pode ser quem quiser. Nas imagens você pode aparentar o que bem entender. Agora, nas ações, nas expressões, na corporeidade íntima da pele... Aí a lógica é outra! Mais do que palavra, somos olhar; mais do que escrita, somos toque; mais do que imagem, somos gestos. E antes de qualquer coisa, de qualquer outra pessoa, é preciso que entendamos isso.

(Djavan Antério)

quarta-feira, 6 de março de 2013

Contribuinte da Era

 

Talvez você devesse incluir em suas reflexões, ações provenientes de suas próprias intenções. Muitas vezes somos incapazes de fazer uma autocrítica, mas, de forma dura e inconsequente, julgamos aqueles que nos cercam. Vivemos atualmente um mundo de superficialidades, onde o sorriso oculta a dor, a imagem já não tem cor e tudo parece ser perfeito. Pare e cuide um pouco de você mesmo. De alguma forma isso repercutirá na sua interligação com os outros e com o mundo. Caso contrário, como a grande maioria, você será apenas mais um passageiro na época e não um contribuinte da era. 

(Djavan Antério)