terça-feira, 3 de julho de 2012

Queen Streep


Apesar das inúmeras indicações ao Oscar, do talento explícito e inconfundível, da espontaneidade artística, ainda me surpreendo vendo Meryl Streep em cena.

Ontem assisti a "Julie & Julia", filme que explora um pouco da história de Julia Child, renomada autora de livros de culinária e apresentadora de televisão americana. Do outro lado, Julie Powell, frustrada funcionária pública que, décadas mais tarde, em Nova York, resolve testar todas as receitas do livro de Child por um ano e publicar a experiência em um blog.

O filme, baseado em duas vidas reais, seduz tanto pela riqueza nos detalhes gastronômicos como pela história de vida destas duas mulheres que encontram na “cozinha” o lugar ideal para serem felizes.

Recomendo o filme ainda com as papilas gustativas encharcadas e aproveito para soltar aqui uma pequena amostra do talento desta que, para mim, é a melhor atriz de todos os tempos:



(Djavan Antério)


segunda-feira, 2 de julho de 2012

Adaptando-se


Mais do que se imagina, por muitas vezes somos pegos de surpresa. Seja numa cena de filme, num recado virtual, numa situação pessoal, surpresas são surpresas. O problema é que elas podem ser agradáveis... ou não!

O que proponho a elucidar aqui é que não temos controle de tudo (Ocorre-me agora é que não temos controle de quase nada nessa vida). Isso corrobora a teoria de que a adaptação é sempre bem vinda em situações como estas. Contudo, quem foi que disse que adaptar-se é algo assim tão simples?

Tal como a surpresa, o processo de “moldar-se” é delicado, requer uma percepção global, uma análise geral e, ao mesmo tempo, detalhada do contexto em que nos encontramos. Penso que a capacidade de adaptação frente a uma surpresa quase sempre depende diretamente da própria surpresa. (Hã?) Vamos lá...

Como o próprio conceito da palavra sugere, surpresa (quando de fato uma surpresa) engloba todo um emaranhado de sentidos, sentimentos, envolvimentos, e até aspectos que nem sempre compõe nossa alçada. Por isso, o primeiro passo a ser dado para que a adaptação seja eficaz é justamente analisar a surpresa em si, emergindo seus principais efeitos naquele dado momento. A questão é que quando a surpresa é boa, isso é bem mais fácil. Do contrário, nem sempre damos conta de negar nossos instintos, nossas emoções, revelando, com isso, um íntimo que pode evidenciar nossa fragilidade.

Mas, seja como for, somos seres adaptáveis. Percebemos uns aos outros, relacionamo-nos uns com os outros, convivemos num mundo em que diferenças existem. Assim, diante das surpresas da vida, o que fazer, senão buscar sempre a melhor maneira de adaptar-se?

(Djavan Antério)

domingo, 17 de junho de 2012

Hoje Foi Um Dia Meu

(Hand with Reflecting Sphere, 1935 - M. C. Escher)

Sabe aquele dia que você escolhe para ser seu?
Dias em que você não faz nada ao não ser ficar só consigo mesmo?
Pois é...

Hoje foi um dia meu

É muito interessante o que se pode passar numa tarde de domingo
Quando o trânsito está sereno, as pessoas acolhidas em suas casas
O clima de paz e tranquilidade refugiados num universo paralelo

Hoje foi um dia meu

Pensei em mim, pensei no meu eu
Analisei calmamente como me encontro
O que sinto, o que quero

Hoje foi um dia meu

Pus-me frente a mim mesmo
Procurando respostas para questionamentos retóricos
Deitei e olhei para o teto branco
Buscando nele reflexos dos dias que virão

Hoje foi um dia meu

Tentei extrair de algum lugar
Alguma coisa que me trouxesse conforto
Não apenas para me sentir bem ou confortável de fato
Mas, sobretudo, para abastecer-me de pulsações renovadas

Hoje foi um dia meu

Dia silencioso, munido de entrelaços diversos
Pensamentos complexos, lembranças retidas
Dia em que pude me ver mais a fundo
Olhar em meus olhos e enxergar através de minha própria alma

Hoje... foi um dia meu!

(Djavan Antério)

segunda-feira, 11 de junho de 2012

O Melhor de Mim


Sentia frio quando chegava mais perto
Não sabia ao certo o que de concreto aconteceria

Foram poucos minutos, tempo suficiente para pensar
Uma palavra, um toque, um gesto simples de se recordar

Passados alguns dias, de nada mais sabia
Procurei, vasculhei, mas fiquei quieto junto de minha alegria

Pensava eu se não era melhor deixar do jeito que estava
Quieto, reservado, ao meu próprio mundo eu me voltava

Hoje sei que foi melhor assim
Através dos ventos, procurando sempre dar o melhor de mim

(Djavan Antério)

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Não São Todos


Poucos sabem da importância em ter alguém ao lado
Alguém que ouça aquilo que temos a falar
Independente do quão desinteressante ou pouco agregador seja
Simplesmente está ali, pronto para nós escutar

Poucos enxergam o valor do outro
Daquele que chama nossa atenção em momentos devidos
Que fala até mesmo coisas que machucam
Machucam para poder curar

Poucos se atentam para “o caminhar a dois”
Dividindo e participando da vida um do outro
Partilhando não só o que de melhor existe
Mas, sobretudo, os difíceis percalços que a vida nos impõe

Poucos entendem o significado da palavra “junto”
Não em dois, não em três, não em quatro
Refiro-me a multiplicidade da união
A coletividade do meu, do seu, do nosso

Mas como saber mais sobre o outro?
Como enxergar mais o outro?
Como se atentar, como entender?
Como?

Comece deixando de lado, ao menos um pouco, você mesmo
Olhe além de seus próprios interesses
Faça das mãos, elos e construa uma correte
Uma corrente maior, mais forte, mais resistente

Assim, você poderá até cair
Mas num simples olhar ao lado
Verá que sempre terá alguém
Alguém que lhe ajudará a levantar

(Djavan Antério)