segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Apenas Uma Vez (Once)


Depois de ouvir alguma coisa sobre, finalmente consegui assistir o filme Apenas Uma Vez (original: Once), que trata da história de um talentoso músico que, tocando pelas ruas de Dublin, Irlanda, conhece uma doce jovem tcheca que por ali também ganhava uns trocados vendendo flores. O acaso fez com eles se encontrassem e, a paixão pela música, com que eles vivessem uma experiência inesquecível.

Poderia falar mais um pouco, mas acredito que comprometeria a magia que o filme apresenta. Sugiro inclusive que não vejam sequer o trailer. (Se puderem, confiem em mim!)

Um dado importante a se comentar é que as canções originais do filme, com exceção de uma, foram compostas e executadas pelos seus protagonistas, Glen Hansard e Markéta Irglová. Dentre elas, "Falling Slowly" venceu o Oscar de melhor canção original (veja aqui o momento inusitado da premiação) e foi indicada ao Grammy de 2008. Abaixo uma apresentação dos dois no programa televisivo The Late Show with David Letterman:


Assim que terminei de assistir, fui direto baixar sua trilha sonora e, ouvindo calmamente cada canção, fiquei alguns minutos refletindo sobre sua questão central: "Quantas vezes você encontra a pessoa certa? Uma vez."

Pois é, será que é mesmo assim? Será que na vida só temos uma chance de encontrar alguém que realmente nos complete, que seja a perfeita metade? Difícil responder?! Tentarei explanar alguns pensamentos.

Na vida conhecemos pessoas que se destacam perante as outras. Isso não só no amor, mas também na amizade, no companheirismo, na confiabilidade, e assim vai...

A questão é que quando falamos de amor (espero que saibam de qual estou falando), a coisa fica mais afunilada. Sim, pois não temos muitos amores ao longo de nossas vidas. Alguns têm a chance de conhecer mais de um, dois, três amores. Mas ouso em dizer que nunca um é igual ao outro. Não me refiro a quantidade/intensidade somente. Falo da qualidade, do todo. Isto é, aquele que é forte, puro, extremamente verdadeiro. Entretanto, acredito que, além desses aspectos, o mais importante é quando reconhecemos no próprio amor o seu mais legítimo significado.

Por isso, não importa o que já passamos, o que já sofremos. O importante mesmo é tentar aprender com tudo e ficar sempre atento e aberto para um novo começo (ou até um recomeço), acreditando que, além de possível, ele valha a pena.


Apenas Uma Vez nos brinda com boas lições. Nele temos o entrelaço de duas vidas, cada qual com suas peculiaridades; uma interligação pura e espontânea; o desejo se descobrindo; a sensatez falando mais alto; o risco de perseguir um sonho; a segunda chance sendo efetivada; enfim, situações que podem ou não se fazerem presentes em nossas vidas.

É, na vida vivemos muitas histórias, mas nem todas são significantes e/ou merecedoras de serem guardadas num lugar especial. Quase todas nos ensinam algo, nos fazem amadurecer, mas só de algumas lembraremos para sempre.

A pergunta que fica é:
Que história você escolherá viver para sempre?

(Djavan Antério)

P.S. Em uma das partes mais belas do filme, ocorre um curto diálogo entre os protagonistas:

Ele pergunta: Como se fala "você o ama?" em checo?
Ela responde: Milujes ho?
Ele então diz: Milujes ho?
Ela responde: Miluji tebe. 

Sugiro que busque saber da tradução somente após assistir o filme. Fazendo isso, garanto que irá querer vê-lo novamente só para "sentir a cena" de um jeito diferente. -----------> Fica a dica!!!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Curtindo a Vida Adoidado, o Retorno de Ferris

Foi postado na web um teaser de 10 segundos de um dos filmes adolescentes de maior sucesso em todos os tempos: Curtindo a Vida Adoidado (original: Ferris Bueller's Day Off). Sabe aqueles filmes que você nunca se cansa de ver? Pois é... Particularmente é um clássico na minha vida!

Mas se você – independente da idade que tenha – não faz a menor ideia do que estou tratando aqui, das duas uma, ou não curte muito, filmes em geral, ou simplesmente não teve infância. (Assim, curto e grosso!)

Curtindo a Vida Adoidado é um filme do gênero comédia, dirigido por John Hughes, considerado por alguns como "o mestre dos filmes adolescentes dos anos 80". Sua estréia data do ano de 1986, mas ainda hoje é tido como uma espécie de filme heróico para os jovens da época.

Sucesso de crítica e público, o filme conta a história de um garoto que, fingindo estar doente, resolve matar um dia de aula com a namorada e um amigo. Munidos, nada mais, nada menos, de uma rara Ferrari 250 Califórnia, os três exploram a cidade em que moram no melhor estilo “curtindo a vida”. Eis o trailer original da época:


O pequeno vídeo publicado causou frisson numa legião de fãs nas redes sociais. Isso porque Matthew Broderick, o Ferris, “repete” uma frase clássica da versão original: “Como eu posso trabalhar em um dia como hoje?”


O problema é que este vídeo não passa de um corte retirado de um comercial da empresa Honda, que faz uma paródia do filme original em promoção de lançamento do seu SUV, o CR-V. Veja abaixo o vídeo com o comercial completo, dirigido por Todd Phillips, de Se Beber, Não Case!:


Pois é, fomos pegos por uma "pegadinha", de muito mau gosto, por sinal! O autor do "ato cruel" (provavelmente os próprios produtores do comercial), muito espertamente, ainda preocupou-se em ludibriar-nos citando apenas uma data, 5 de fevereiro de 2012. Só que a tal data é justamente o dia do Super Bowl (final do futebol americano). Pronto, foi o bastante para fãs mais ansiosos, assim como EU, cogitarem que no dia do evento poderia haver a divulgação mundial da sequência do filme que sempre fora descartada por Broderick. Mas não, será apenas o lançamento oficial do comercial! (Vale salientar que o intervalo do Super Bowl é um dos espaços mais caros da TV mundial).

Bem, a verdade é que, havendo ou não uma sequência, Curtindo a Vida Adoidado é e sempre será uma obra definitiva e insuperável no estilo. A veracidade das cenas de sala de aula, os diálogos fáceis e bem humorados, o jeito carpe diem de Ferris, ou a clássica cena que ele canta Beatles em um desfile na cidade, justificam o significado antológico do filme.

E falando em trilha, essa aqui é memorável:

Ao compilar os vídeos aqui expostos, fiquei meio perdido com tantos trechos clássicos disponíveis. Achei inclusive o começo do filme com a dublagem original da época:

Para finalizar esse meu “momento tietagem”, deixo aqui um trailer adaptado que achei bem bacana:

Agora vai me dizer que não deu vontade de correr no “carinha da esquina” e comprar o filme para ver ainda esta noite. Fala a verdade...

Save Ferris!!!
(Djavan Antério)

P.S. E se quiser saber por onde andam os atores desse clássico, clique aqui!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Olhando Para Trás


Quando penso no futuro, uma das coisas sobre a qual mais reflito é o passado. Paradoxo, não?! Tentarei explicar...

Ao pensar no futuro, imagino-me em alguns momentos olhando para trás, recordando um pouco de tudo do que fiz. E nestes instantes espero sentir-me orgulhoso de mim mesmo. Acredito muito que na vida, nossas reputações devem refletir nossas condutas, e vice-versa. É a velha história de que “plantamos para poder colher e colhemos aquilo que plantamos”.

Estou prestes há completar 30 anos. Pois é, trintão! Isto nada me assusta. Muito pelo contrário, às vezes me pego ansioso para chegar lá, poder me olhar no espelho e cumprimentar o “meu eu” mais velho. Obviamente isso não passa de um ato simbólico, porém entendo que, ao transpassarmos uma década de vida, é interessante pararmos e olharmos para trás. (Ultimamente venho fazendo isso ao final de todos os dias!)

Sobre o futuro, não sabemos muita coisa, pois ele, como sua própria essência representa, está além de nossas intervenções. Podemos sim planejar, traçar metas, rabiscar sonhos. O curioso é que, pensando de maneira mais filosófica, nunca chegaremos ao futuro, pois chegando a ele, não mais ele será! Sendo assim, o agora é o predominante.

Sem querer ser clichê, mas o sendo inevitavelmente, o presente é o que deve merecer a maior parte de nossa atenção. É nele que vivemos, é com ele que caminhamos. Metaforicamente falando, a roda da vida tem como principal engrenagem o presente, incansável e absoluto, sempre pronto para nos acolher.

E é por isso que tento caminhar conscientemente, sabendo que o agora é que está comigo; é com ele que devo contar; é a ele que devo dedicar minhas mais efetivas ações. Mais tarde, como se não bastasse conviver comigo todo o tempo, ele me recompensará com as lembranças, estando em sua outra roupagem, a de passado.

Quando penso no futuro, penso no passado. E isso só é possível por estar vivo, aqui, agora, desfrutando do presente.

No futuro, quero poder olhar para trás e pensar baixinho: “Valeu, Dja, mandou bem!”

(Djavan Antério)