segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Poderíamos Ser Melhores?

  
Poderíamos ser melhores

Reconhecendo o meio que nos entorna
Olhando mais para os outros
Desapegando um pouco de nossos próprios interesses

Poderíamos ser melhores

Percebendo que ceder também faz parte de qualquer relação
 
Aceitando que nem sempre saímos ganhando
 Considerando os conselhos daqueles que nos amam

Poderíamos ser melhores

Apoiando e deixando-nos apoiar
Enxergando o contexto de forma mais geral
Adotando ações mais simples, mais objetivas

Poderíamos ser melhores

Escrevendo a história mais naturalmente
 
Assimilando com sensatez os ganhos e as perdas
Mediando-se entre o certo e o errado

Poderíamos ser melhores

Registrando aquilo que mais nos faz bem
Maximizando e aperfeiçoando nossas qualidades
Minimizando e sanando nossos defeitos

Poderíamos ser melhores

Propagando o bem
Aprendendo com os tropeços
Compartilhando nossos acertos, nossos erros

Poderíamos ser melhores

Acolhendo o mundo como nosso lar
Cuidando e respeitando seu bem estar
Tornando-o melhor de forma consciente e sustentável

Poderíamos ser melhores

Apreciando a belezas naturais
Recordando sempre o que já passamos
Amando cada vez mais

Poderíamos ser melhores

Parando alguns minutos de nosso dia
Refletindo sobre nós mesmos
Questionando nossas atitudes

(...)

O fato é que PODEMOS ser melhores se assim quisermos ser, pois, não existe no mundo um sujeito que não mude, não evolua. No entanto, para isso, é importante que o ponto inicial seja dado por ele próprio, baseando-se fundamentalmente em sua percepção, seu reconhecimento, sua vontade.

Sendo assim
Permita-se mudar
Permita-se evoluir
Permita-se ser uma pessoa melhor

Sim, PODEMOS ser MELHORES!

(Djavan Antério)

sábado, 17 de dezembro de 2011

Imagine

Imagine que não há paraíso
É fácil se você tentar
Nenhum inferno abaixo de nós
Acima de nós apenas o céu
Imagine todas as pessoas
Vivendo para o hoje

Imagine não existir países
Não é difícil de fazê-lo
Nada pelo que lutar ou morrer
E nenhuma religião também
Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz

Você pode dizer
Que eu sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Eu tenho a esperança de que um dia
você se juntará a nós
E o mundo será como um só

Imagine não existir posses
Me pergunto se você consegue
Sem necessidade de ganância ou fome
Uma irmandade mais humana
Imagine todas as pessoas
Compartilhando todo o mundo

Você pode dizer
Que eu sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Eu tenho a esperança de que um dia
Você se juntará a nós
E o mundo viverá como um só 


(Imagine - John Lennon)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Arte e Cultura


Recentemente, aqui em João Pessoa-PB, tivemos dois importantes eventos que simplificam bem como se pode fomentar a arte e a cultura de forma ampla e responsável.

O primeiro deles é o Festival Mundo (www.festivalmundo.com.br), organizado pela moçada do Coletivo Mundo (movimento Fora do Eixo), que teve agora sua sétima edição. Neste, tivemos a constatação de uma ascensão organizacional que se dedica ao cenário de produção artístico-cultural independente. O evento é caracterizado por uma conjuntura interessante composta pela conexão (na dose certa) entre música, arte, novas ideias, e, acima de tudo, uma postura sustentável da produção artística.

Neste ano fomos contemplados com muita coisa boa! Começando pelo “carro chefe”, apresentações como as dos Móveis Coloniais de Acaju, Camarones Orquestra Guitarrística, Reis da Cocada Preta e Chico Limeira, demonstraram que “música boa é música nossa”. 

Apesar de impasses lamentáveis, o Festival Mundo mostrou que chegou em definitivo. Contando com parcerias importantes, vem oferecendo a cada ano que passa, oficinas, palestras e debates, amostras, feira cultural, sessões de cinema e muita, muita música de primeiríssima qualidade. E o melhor, boa parte disso tudo é inteiramente gratuito, o que evidencia a bandeira erguida pelo movimento.

Outro evento que vem ganhando força é o Fest Aruanda (www.festaruanda.com.br) que coincidentemente também em esteve em sua sétima edição. Este ano o evento aconteceu num dos cartões postais da capital paraibana, o Tropical Hotel Tambaú.

O festival dedica-se a contemplar àqueles que atuam, de uma forma ou de outra, na arte audiovisual no âmbito universitário. Contando com o peso institucional da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), através de alguns dos seus mais importantes centros como o de Ciências Humanas, Letras e Artes e o de Comunicação e Turismo, o Fest Aruanda é marcado por dois pontos essenciais: a qualidade sobressalente das produções expostas; e o fato de ser totalmente gratuito. Além de sessões de cinema, o festival oferece seminários e oficinas, contando com a presença de nomes reconhecidos nacional e internacionalmente.

Muito me contenta ver eventos como estes ganharem força e se mostrarem melhores a cada edição. Tanto o Festival Mundo como o Fest Aruanda são exemplos práticos de que é possível oferecer eventos de qualidade e, de certa forma, gratuitos para uma população que ainda é carente de espaços que fomente a cultura de uma forma geral e igualitária.

Nosso povo é constituído de seres multifacetados que se caracterizam principalmente pela alegria de viver (apesar dos perrengues do dia a dia). Oferecer-lhes espaços, eventos, possibilidades de aprender, ensinar e compartilhar, é o mínimo que se pode fazer.

Parabéns aos dois eventos que, apesar das dificuldades inerentes, seguem firmes na expansão consciente da boa e saudável cultura.

 (Djavan Antério)