terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Ainda Me Lembro


Ainda me lembro da escada
Do alarme, da tardinha, da entrada
Ainda me lembro da porta aberta
Do sorriso, do convite, da roupa passada

Ainda me lembro da conversa
Da risada, da madrugada
Ainda me lembro da saída
Da dança, da frase dita, da cantada

Ainda me lembro da emoção
Da timidez, da aproximação
Ainda me lembro do beijo
Do abraço, da historia distorcida daquela situação

Ainda me lembro do pouco a pouco sendo construído
Ainda me lembro do pouco a pouco se esvaindo

Lembranças que insistem em me acompanhar
Lembranças que hoje evidenciam que rumo tomar
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 You're the closest to heaven that I'll ever be
And I don't want to go home right now
[…]
And I don't want the world to see me
Cause I don't think that they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am

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Ainda me lembro!


(Djavan Antério)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Um Trauma Deixa Sempre Uma Cicatriz


“Um trauma deixa sempre uma cicatriz”.

Ouvi esta frase agora a pouco e infelizmente tenho de concordar com ela. Concordo baseando-me em tudo o que já passei, em tudo o que já fiz passar.

Atualmente venho me perguntando se feri mais do que fui ferido, se aprendi mais do que ensinei (mesmo de forma cruel e/ou irresponsável). Mas sempre chego numa mesma conclusão: a verdade é que não podemos prever o futuro. Pensar que atitudes que tomamos hoje são ou se confirmarão (de certeza) como as mais acertadas, é uma ilusão, uma ingênua ilusão.

Só aprendemos tentando, errando, caindo...
Eu tentei, eu errei, eu estou caído...

Olho-me no espelho e vejo alguém diferente, alguém que aprendeu com a dor. Porém, “um trauma deixa sempre uma cicatriz”. Vamos para casa com ela, dormimos com ela, acordamos para um novo dia com ela
.

Portanto, renegá-la não é e nunca será o melhor caminho. Precisamos aceitá-la e saber conviver tendo-a como um lembrete daquele trauma, daquela situação, daquele aprendizado. Sim, pois por mais que neguemos, sempre aprendemos. 


"Inspirar e expirar", este é o segredo...

"Inspirar e Expirar"

 

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"Inspire, expire

Conte-me todas as tuas dúvidas
Todo mundo uma dia sangra assim, da mesma forma
 
Inspire, expire

Avance e volte atrás
Se todos forem embora, eu ficarei"
 
(Breathe in breathe out - Mat Kearney)

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(Djavan Antério) 

terça-feira, 29 de novembro de 2011

127 Horas

Depois do filme "Na Natureza Selvagem", segue aqui mais uma grande produção cinematográfica também baseada em fatos reais:

127 Horas (127 Hours, 2010)
- Direção: Danny Boyle
(do aclamado "Quem Quer Ser um Milionário)


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127 Horas é a história real do famoso alpinista Aron Ralston, que tem que salvar a própria vida após ficar preso por um pedregulho, que cai junto com ele e prende seu braço direito contra a parede de um desfiladeiro isolado (Blue John Canyon, no Parque Nacional de Canyonlands) no estado Norte-Americano de Utah. Sem ter comunicado o seu destino a ninguém, nos cinco dias seguintes, Ralston tem que lutar pela vida apenas com os meios disponíveis (pouca água, alguns equipamentos de escalada, uma lanterna de LED e um canivete praticamente cego).

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*Vale muito a pena!
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Após assistir o filme, clique AQUI e veja uma pequena amostra do drama vivido pelo verdadeiro Aron Ralston!


Bônus: Trilha Sonora! 


(Djavan Antério)

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Dona Ana


Hoje acordei lembrando-me da minha avó paterna, conhecida por muitos como Dona Ana. Para mim, apenas “Vó”!

Lembrei do delicioso café que sempre fazia: ovos mexidos com cubos de mortadela e queijo. Era notória sua satisfação me vendo deliciar daquela refeição.

Lembrei do perfume da lavanda de alfazema que sempre passava, ou melhor, banhava em mim. Dava-me então um profundo cheiro e dizia: “Eiiiiiiiiita, bicho cheiroso”.

Lembrei dos brinquedos que parecia só existir ali no bairro dela – jogo de botão; pião; bolinha de gude – e que com muito sacrifício os comprava para me presentear.

Lembrei da cama larga, sempre bem arrumada. Sobre ela, um grande mosquiteiro que nos protegia das sedentas muriçocas.

Lembrei das pastilhas de hortelã garoto que religiosamente estavam a nossa disposição em cima do gaveteiro antigo do quarto.

Lembrei da geladeira azul, dos pinguins que nela ficavam grudados e que sempre eu os mudava de lugar ao ir beber água.

Lembrei das suas mãos calejadas, do seu longo cabelo grisalho, do seu abraço forte e carinhoso.

Lembrei de suas palavras sempre que se despedia: “Que Deu lhe dê o dom da natureza.”

Lembrei que a tempos não a vejo e que me dói o coração saber que apesar de ela estar logo ali, prontinha para me oferecer os mais verdadeiros sentimentos, ainda demoro tanto para ir encontrá-la. 


(Djavan Antério)

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A Moça do Samba


Como saber o que ela quer?
Já flagrei me olhando de lado
Assim, com o olhar meio baixo
Ora me encara, ora disfarça (em vão)

O sorriso de cantinho de boca me deixa inquieto
Penso eu: “Foi pra mim?”

Ela tem um jeito diferente de dançar
Samba direitinho, miudinho
Colocando o cabelo por detrás da orelha

Pouca maquiagem no delicado rosto
Mexe-se com desenvoltura, graciosamente
Logo se deixa levar pelo toque do pandeiro

Sua sandália rasteira obedece a cada gesto

Sutilmente morde os lábios
Olha para os lados
E me vê novamente

Quanto charme natural

Acho que já é hora de me chegar
Dançar pertinho, como quem não quer nada
Sentir se a tal química rola

A música continua
O som fica mais lento
Pergunto então se me concede uma dança

Ela me olha nos olhos
Sorri meio tímida
E responde dizendo que sim


(Djavan Antério)